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4 VANTAGENS DO MICROCRÉDITO COMO UMA INOVAÇÃO

SURGIMENTO DO MICROCRÉDITO COMO UMA INOVAÇÃO FINANCEIRA E SOCIAL

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4 VANTAGENS DO MICROCRÉDITO COMO UMA INOVAÇÃO
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O microcrédito tem sido apontado, nos debates acadêmicos e pelos formuladores de política econômica, nos últimos anos, como um novo instrumento de combate à pobreza. De fato, experiências bem sucedidas de microcrédito por todo o mundo, em particular a experiência do Banco Grameen em Bangladesh, têm demonstrado o potencial de alcance do crédito produtivo popular nas camadas menos favorecidas da população. A discussão sobre o papel do microcrédito como parte de uma nova política social se fortalece em um contexto econômico marcado pela grande heterogeneidade na estrutura social. O crescimento da exclusão social, das disparidades de renda e das grandes divergências regionais, presentes nos mais diversos contextos nacionais, aumenta a percepção de que as políticas macroeconômicas não são suficientes para atingir a ponta da população mais carente. Realmente, em um mundo cada vez globalizado, em que as fronteiras parecem cada vez mais fáceis de serem ultrapassadas, observa-se, paradoxalmente, a importância da dimensão local na formulação de políticas para o desenvolvimento econômico e social. Saiba mais...

De acordo com a pesquisa GEM do Sebrae (2010), uma das maiores dificuldades que os microempreendedores enfrentam é a carência de apoio financeiro (56% das citações). Também para Neri (2008), um dos grandes entraves enfrentados pelos microempreendedores é sua dificuldade de acesso ao crédito produtivo popular, isto é, o microcrédito. O financiamento produtivo popular brasileiro, para os pequenos gestores, é pouco vigoroso. A maioria do crédito popular baseia-se em tecnologias advindas do crédito direto ao consumidor. Além do volume relativo de crédito ser inferior ao de países com nível de renda similar ao Brasil, a qualidade é mais baixa, uma vez que se privilegia mais o consumidor do que o produtor. Leia mais...

 Os empréstimos são de curto prazo e atingem os níveis mais altos de renda para a produção (NERI, 2008). As práticas do sistema financeiro tradicional de crédito raramente se adéquam à realidade do crédito produtivo, pois muitos desses pequenos empreendedores não possuem ativos ou um sistema contábil suficientemente organizado para apresentar ao setor formal. O microcrédito, assim, é apresentado como uma solução para esta dificuldade (AZEVEDO, 2002). Ademais, o microcrédito possui vantagens significativas para seus beneficiários.

A primeira Vantagem:  é que os empréstimos são pequenos, o que permite que cada crédito se adéque à necessidade do tomador, já que, muitas vezes, o limite 21 mínimo de um empréstimo em um banco é muito superior ao valor mínimo requerido para ser mais rentável ao financiador.

Uma segunda vantagem: é que o microcrédito não possui exigência de constituição jurídica, acomodando-se justamente para o caso destes empreendimentos, pois garante uma reação rápida às necessidades dos tomadores. Desse modo, com o uso de colaterais substitutos, como o aval solidário ou o fiador, por um lado, uma garantia factível à realidade destes empreendedores é alcançada e, por outro lado, o financiador é segurado quanto a possíveis riscos de inadimplência.

Terceira Vantagem:  é que o microcrédito permite as chamadas ‘capacitações dinâmicas’, isto é, o acesso a novos empréstimos ocorre com maiores limites, não endividando o tomador com um empréstimo inicial alto, mas permitindo que a cada financiamento ele tenha um maior volume de recursos aos seus novos projetos.

Quarta Vantagem:  Por último, sendo uma das principais vantagens, estão as menores taxas de juros e os prazos maiores que o microcrédito possui.

Em suma, o cenário para o desenvolvimento do microcrédito no Brasil como uma estratégia eficaz de combate a pobreza é atualmente muito favorável. Este fato também é perceptível pela expansão significativa do volume de microcrédito nos últimos anos, com expectativa ainda maior para os próximos anos. A eficácia do microcrédito em reduzir a pobreza chega a até 60,8% no total dos microempreendedores inicialmente pobres. Não só o programa de microcrédito é eficaz como possui uma alta velocidade de saída da pobreza para seus beneficiários, sendo esta, em média, de 7-8% ao ano. De fato, a ampliação do acesso ao crédito produtivo de baixo valor às camadas menos favorecidas da população também se deve ao reconhecimento de que o microcrédito é realmente um instrumento importante de saída das situações de pobreza. Saiba mais...

BAIXE NOSSA CARTILHA DO MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL

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